Por que eu? Por que isso comigo?
- Nem acredito que estou careca! E pior, totalmente azul. Agora sim, consegui o que queria. Ou melhor, consegui exatamente o contrário do que eu queria. Na verdade, talvez nem seja isso. Mas que #$%¨&, viu?! Francamente, eu queria o cabelo azul, e acabei ficando com o corpo todo azul, mas sem cabelo. O que eu faço agora?! - melhor não fazer nada, minha opinião.
- Quem pediu a sua opinião aqui, ô, mané?! - ninguém, imagina. quem pede pra um narrador narrar? ninguém. mas pra uma história narrativa existir ela precisa de alguém que comece a narrar sem que alguém peça. você não concorda comigo?
- Ah, que saco! Espera... Narrador? Desde quando um narrador conversa com um personagem? - desde quando existe a narrativa? bom, assim, eu acho que isso já existe sim. você não sabia?! tadinho... - Ah, se cala! Não, fala. Isso, pelo contrário, fala. Mas não #$%¨&, por favor. - ok, o que deseja?
- Bom, você de repente surgiu do nada, começou a criar uma certa presença, bem chatinha, por sinal, ... - cof! cof! perdão. prossiga. - Bem, você só pode ser um enviado do cão! E põe cão nisso! Com o perdão dos cachorros, claro. Nem comparação. O cão aqui é outro caso. Então, seu narrador intrometido... Quem é você?!
Pof!
- Como descobriu a minha presença, garoto? - falou com uma voz bem colocada um certo estranho que surgiu do nada, literalmente.
- Espera! Você falou comigo, tem a mesma voz que ouvia antes, mas o texto continua sendo narrado, e não é por você. Então não tinha ninguém narrando texto nenhum. Ah, esquece! Quem é você?!
- Perdão, eu estava meio preso a um certo lugar, digamos, invisível. Ah, e eu simplesmente estava me aproveitando de uma certa vaga pra me intrometer na narração mesmo. Se é que me entende, eu não estava, bem, narrando.
- Sim, saquei! Mas quem é você, afinal?!
- Certo, eu sou meio de rodeios mesmo, então...
- Bulhufas! Fala logo de uma vez diretamente sem rodeios. Pode ser?
- Claro. Mas eu só gostaria de dizer que só consegui me manifestar quando existiu um interesse seu em minha "pessoa". Ou melhor, quando quis saber meu nome.
- Mas eu não quis saber seu nome.
- Er, isso não importa.
- Grrrrrrrrrr! - isso significa muita raiva, não é rugido.
- Certamente meu nome ainda não existe. Bem, você podia me chamar do que quiser, pois foi de você que eu surgi. Digamos, passei a existir.
- Hm... Sei... Sendo assim você pode ser chamado do que eu quiser. E se eu te chamar de #$%¨&?
- Aceitaria com prazer, certamente.
- Mesmo sendo #$%¨& mesmo? Não creio.
- Yes, master. Sempre quis dizer isso.
- Como sempre, retardado? Bom, desde que existiu, né? Só se for. Isso seria há um ano? Ha Ha Ha! - riu como aquele que lhe visitara ano passado. - Nossa! Isso pega.
- Posso te chamar de Supermax? - olhinhos brilhando.
- Então você tem vontade própria, né? Uma pena. Eu posso criar monstros, sabia? Mas... - interrompe a si mesmo bruscamente. - Por favor!!! Você deve ser meu manual ambulante e abundante. Perdão, mas só se me der o que quero.
- Já sei, senhor.
- Senhor não, esse eu não posso ser.
- Certo que sim.
- Posso?
- Não, apenas estou certo que sim, não podes ser o Senhor.
- Ah, chega! (isso eu aprendi nesse pequeno ano que se passou) Eu quero ter o meu lindo cabelo de volta! (por mais que não fosse lindo para mim, mas na ausência, ficará lindo estando de volta à minha cabeça)
- Isso só pode ser feito por si próprio.
- Como assim? Espera. Isso não é daquilo de "a resposta está dentro de você", né? Porque eu estou farto disso!
- Não, eu só quero dizer que só há alguém capaz de desfazer o feito, ou fazer o desfeito, como é o caso. rsrsrs - ri bastante ao dizer isto.
- Quem?
- O senhor?
- Ah, não! Mas como vou contatar o Senhor?
- Fale consigo mesmo.
- Como faço isso?
- Ué, o senhor é o senhor. É tão difícil assim?
- Ah, pára! Ta se referindo a mim de novo, né?
- Sim, senhor.
- Eu disse pára. Aliás, chega! Isso já está ficando ridículo.
- Ok.
- Agora me diga o que eu preciso fazer pra desfazer.
- Apenas repita o que fez, mas ao contrário.
E passou mais um tempão pensando até que acabou essa história. Será que só tem mais no ano que vem? Espere pra ver, ou não.
Qual o sabor da sua infância?
-
*Alimentos trazem recordações felizes de momentos especiais*
Banana amassada com farinha láctea, bolinhos de chuva, arroz, feijão, bife e
batata-frita......
2 meses atrás


