MAXIMIZADO

sábado, 22 de agosto de 2009

Fico pensando

Por que eu? Por que isso comigo?

- Nem acredito que estou careca! E pior, totalmente azul. Agora sim, consegui o que queria. Ou melhor, consegui exatamente o contrário do que eu queria. Na verdade, talvez nem seja isso. Mas que #$%¨&, viu?! Francamente, eu queria o cabelo azul, e acabei ficando com o corpo todo azul, mas sem cabelo. O que eu faço agora?! - melhor não fazer nada, minha opinião.
- Quem pediu a sua opinião aqui, ô, mané?! - ninguém, imagina. quem pede pra um narrador narrar? ninguém. mas pra uma história narrativa existir ela precisa de alguém que comece a narrar sem que alguém peça. você não concorda comigo?
- Ah, que saco! Espera... Narrador? Desde quando um narrador conversa com um personagem? - desde quando existe a narrativa? bom, assim, eu acho que isso já existe sim. você não sabia?! tadinho... - Ah, se cala! Não, fala. Isso, pelo contrário, fala. Mas não #$%¨&, por favor. - ok, o que deseja?
- Bom, você de repente surgiu do nada, começou a criar uma certa presença, bem chatinha, por sinal, ... - cof! cof! perdão. prossiga. - Bem, você só pode ser um enviado do cão! E põe cão nisso! Com o perdão dos cachorros, claro. Nem comparação. O cão aqui é outro caso. Então, seu narrador intrometido... Quem é você?!

Pof!

- Como descobriu a minha presença, garoto? - falou com uma voz bem colocada um certo estranho que surgiu do nada, literalmente.
- Espera! Você falou comigo, tem a mesma voz que ouvia antes, mas o texto continua sendo narrado, e não é por você. Então não tinha ninguém narrando texto nenhum. Ah, esquece! Quem é você?!
- Perdão, eu estava meio preso a um certo lugar, digamos, invisível. Ah, e eu simplesmente estava me aproveitando de uma certa vaga pra me intrometer na narração mesmo. Se é que me entende, eu não estava, bem, narrando.
- Sim, saquei! Mas quem é você, afinal?!
- Certo, eu sou meio de rodeios mesmo, então...
- Bulhufas! Fala logo de uma vez diretamente sem rodeios. Pode ser?
- Claro. Mas eu só gostaria de dizer que só consegui me manifestar quando existiu um interesse seu em minha "pessoa". Ou melhor, quando quis saber meu nome.
- Mas eu não quis saber seu nome.
- Er, isso não importa.
- Grrrrrrrrrr! - isso significa muita raiva, não é rugido.
- Certamente meu nome ainda não existe. Bem, você podia me chamar do que quiser, pois foi de você que eu surgi. Digamos, passei a existir.
- Hm... Sei... Sendo assim você pode ser chamado do que eu quiser. E se eu te chamar de #$%¨&?
- Aceitaria com prazer, certamente.
- Mesmo sendo #$%¨& mesmo? Não creio.
- Yes, master. Sempre quis dizer isso.
- Como sempre, retardado? Bom, desde que existiu, né? Só se for. Isso seria há um ano? Ha Ha Ha! - riu como aquele que lhe visitara ano passado. - Nossa! Isso pega.
- Posso te chamar de Supermax? - olhinhos brilhando.
- Então você tem vontade própria, né? Uma pena. Eu posso criar monstros, sabia? Mas... - interrompe a si mesmo bruscamente. - Por favor!!! Você deve ser meu manual ambulante e abundante. Perdão, mas só se me der o que quero.
- Já sei, senhor.
- Senhor não, esse eu não posso ser.
- Certo que sim.
- Posso?
- Não, apenas estou certo que sim, não podes ser o Senhor.
- Ah, chega! (isso eu aprendi nesse pequeno ano que se passou) Eu quero ter o meu lindo cabelo de volta! (por mais que não fosse lindo para mim, mas na ausência, ficará lindo estando de volta à minha cabeça)
- Isso só pode ser feito por si próprio.
- Como assim? Espera. Isso não é daquilo de "a resposta está dentro de você", né? Porque eu estou farto disso!
- Não, eu só quero dizer que só há alguém capaz de desfazer o feito, ou fazer o desfeito, como é o caso. rsrsrs - ri bastante ao dizer isto.
- Quem?
- O senhor?
- Ah, não! Mas como vou contatar o Senhor?
- Fale consigo mesmo.
- Como faço isso?
- Ué, o senhor é o senhor. É tão difícil assim?
- Ah, pára! Ta se referindo a mim de novo, né?
- Sim, senhor.
- Eu disse pára. Aliás, chega! Isso já está ficando ridículo.
- Ok.
- Agora me diga o que eu preciso fazer pra desfazer.
- Apenas repita o que fez, mas ao contrário.

E passou mais um tempão pensando até que acabou essa história. Será que só tem mais no ano que vem? Espere pra ver, ou não.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

A transformação


Ou, a mutação.

- Iuhu!!! Caramba! Eu consegui a oportunidade que eu precisava pra conseguir tudo o que eu mais quero. - fala com os olhos brilhando.
- Ual! Agora, o que eu devia fazer primeiro? - pensa. - Opa! O demo disse que eu teria que aprender a usar meus poderes. Será que não é só querer e conseguir?
- Alakazam! Sinsalabim. Traga a este meu corpo cabelo azul para mim. - profere movimentando os braços.

O garoto fica imóvel por alguns instantes, até decidir ir a procura de um espelho. Como onde ele estava, mal sabia onde era, não havia espelho por perto, seguiu em frente até...

- Para, para, para tudo! - ok, parei. - Onde é que eu tô?! - e eu que vou saber? só faço o meu papel de narrar o que eu vejo.
- Eu nem me toquei, quando saí daquela carroça, uma van, na verdade, eu nem prestei atenção de onde fui deixado. Aliás, em momento algum eu olhei para fora que não fosse pro céu.

Em sua frente havia apenas terra quente, algumas pequenas vegetações e lá no limite de onde a visão alcançava estava algo brilhante.
Correu imediatamente até lá, já esquecera de que possuía poderes. Ao chegar, vê uma pequena poça de água, onde viu seu rosto tremido pelo toque do vento no líquido.

- Este sou eu? Mas é claro, nunca fui diferente disto! - e solta gargalhadas sozinho. é, só, porque eu não vi graça. - Droga! Meu cabelo não ta azul. - agora ele chora, será possível alguém mudar de humor tão rapidamente?

Então sai por aí, em várias tentativas de usar os prometidos poderes, até que...

- Finalmente! Aleluia, irmão. Eu estava pensando agora mesmo em um abrigo pra me proteger deste sol rachante. E surge para mim essa caverna.
- Opa! Será que é seguro? Pode haver morcegos aqui dentro. Já sei, vou pensar em uma caverna limpa, com móveis dentro dela. - ... - Nada?! Ah, fala sério. Aqui nem caverna é, aposto.

Depois de uma longa caminhada, quando não vê mais nada em sua frente, nem ao seu redor, a não ser tudo o que já havia visto antes quando olhava para trás pensando em voltar, ele cai com tudo no chão.

- Eu vou conseguir, vou sim. - fala com os olhos e a boca quase se fechando pra valer. - Se não tivesse sido um pacto, com certeza eu teria alguma ajuda agora. Mas como é coisa do coisa ruim é isso o que eu recebo de volta.
- Espera um momento. Claro! Óbvio! Lógico! Off course! Os princípios básicos de meus poderes é que eu posso transformar tudo o que eu quiser, com exceção dos seres divinos. Agora, como fazer isso ficou uma questão mais fácil, agora. - fala sem hesitar, até se levanta um pouco e senta no chão!.
- Pensa, pensa, pensa... - e começa a imaginar tudo o que se é transformável na vida que ele sabe ou já viu. - Metamorfose, mudança de hábito, mudança de vida, fusão, fissão, são muitos exemplos. E tudo começa com um princípio ativo, este que sou eu, ou meus poderes, no caso.
- Voltemos ao princípio, cabelo azul. - fala enquanto avista de perto um lagarto. - Camaleão, é isso! - ops! melhor falar baixinho, ou ele vai embora. - Como sabe que eu vou chegar perto dele? - olha, posso não ser Deus, mas eu sei. - Ah, ta. Mas, enfim, camaleãão, camaleãozinhooo. Vem aqui! Peguei! - pegou mesmo, sabe-se lá como. - Agora, fique azul. Exatamente, cor azul. - enquanto fala o animal olha pra ele, que vê a cor azul em sua mente. quando abre os olhos... - Azul! Aha!

De repente, o camaleão e seu cabelo estavam azuis, exatamente como ele imaginou e queria que acontecesse. Mas será que o segredo é esse? Pensar e acontecer. Acredito que ele tenha chegado perto, mas ainda não tenha encontrado a fórmula, ou melhor, o manual de seus novos poderes. Pois logo que o camaleão voltou a coloração anterior, seu cabelo novamente mudou. E não foi apenas a cor. - ah!!!

terça-feira, 3 de junho de 2008

O eterno


Como anda sua vida?

Estava sentado no sofá de casa, pensando na vida. Até que ouço um som que me soava familiar. Seria uma lembrança de quando ia à escola de transporte com meus amigos?
Olhei para o relógio e vi que era exatamente o horário em que buzinavam para eu sair.
E então alguém bate a porta.
- Oi! Há quanto tempo! - digo.
- Vista sua farda, vamos. - fala uma garotinha, minha amiga daquele tempo, com a mesma idade. E então eu fico de farda num instante, e vou com ela.
- Calma, mas...
Bi! Bi! - buzina.
- Oi, gente! - cumprimento.
- Tudo bem? - todos.

Blum! E toda a visualização muda completamente. Agora é como um terreiro compacto com apenas um ser olhando pra mim.
- Espera aí, quem é você? - pergunto.
- Sou aquele que vai lhe entregar este contrato.
- Você é o...
- Exatamente! O ex-braço direito do Senhor.
- Mas...
- Calma, ainda não te dei minha proposta. Bom, eu vim lhe oferecer este vale para o infinito com parada final no inferno.
- Você acha que eu vou aceitar uma coisa dessas tendo aprendido durante minha vida que não é coisa que se faça? Sei onde isso tudo vai parar. E não vou entregar minha alma a você.
- Opa! Faça sua oferta, vamos lá, tente.
- Como vou saber se não vai me enganar?
- Bom, pergunte a Ele.
- Senhor, é confiável que eu me envolva nisso? Bom, já que estou diante do Demo, por que não receber uma resposta Sua?
- Ele não irá respondê-lo aqui dentro.

Ponho minha cabeça para fora da van e...
- Senhor, responda-me!
- Ele nunca mente. Apenas pode tentar te enganar, mas mentira, nunca!

Volto a posição em que me encontrava no veículo em andamento e olho para o demônio.
- Então posso ouvir o que tem a dizer.

O diabo, que se espantara com minha atitude logo voltava a olhar fixamente e falar.
- Ok. Vejamos, o que você mais quer na vida é... - . - Ual! Você quer muita coisa, hein? É o mais exigente que eu já conheci.
- Digamos que você me dê vida eterna! Topa?
- Mas...
- Sei, sei, dando-me vida eterna nunca teria em mãos a minha alma. Mas, afinal, o que você ganharia com minha alma?
- Bom, eu teria alguém a mais do meu lado. Sob meu domínio.
- Mas e se tiver alguém do seu lado sob o domínio Dele? Não seria bom?
- Ótimo! Maravilhosamente ótimo, mas não para você, é claro.
- Por que?
- Já ouviu falar em castigo divino? Imagine você vivendo eternamente sobre a Terra Dele, sendo meu, fazendo o que eu quero. O que Ele faria com você?
- Bom, eu não disse que faria o que você quer, mas também não o que Ele quer.
- Que tal uma intersceçao? Alguém que possa ficar entre os dois sendo dos dois. Acredito que ainda não exista isso.
- É o ser humano. A gente tem nossas interferências na vida de cada um, porém, com o tal do livre arbítrio, nem sempre a gente domina.
- Entendo. Mas, voltemos a proposta. O que me diz a respeito?
- Diria que você tem um grau de persuasão elevadíssimo. Até me convenceu.
- Isso é porque nenhum de nós mente, o que torna uma conversa muito mais negociável.
- Tem razão. Mas, ..., enfim. Eu aceito suas propostas, tendo em vista que será meio difícil de interpretar tudo o que você quer. Sendo muita coisa torna-se um pouco confuso, quase que contraditório. Mas vou falar com meu advogado a respeito e volto a te falar.
- Ok, mas... deixe-me em casa, então.
- Não, fique aqui, eu volto logo.
- Ta bom.

Passa-se um minuto.
Pluft! Surge com uma explosão de fumaça.
- Voltei.
- Percebi.
- Vejamos, você poderá modificar tudo ao seu redor, tendo as conseqüências em vista. Sendo que tudo aquilo que puder ser restaurado para que não haja nenhum problema, blá blá blá, ... Terá o direito de permanecer calado. - ri - eu sempre quis dizer isto.
- Ta, continue!
- Você quer ser o Supermax, não é isso? Ha Ha Ha! - risos diabólicos acompanham a fala - Poderá ser tudo o que quiser, tendo em vista que não poderá se passar somente por seres divinos como eu e a chefia. Obterá o dom da vida eterna, e tudo o que ta escrito neste livrinho, que por sinal é uma bíblia (fala em comparação com o tamanho, quantidade, ..., referindo-se ao contrato)!
- Onde fica a parte que fala de meu destino final?
- Espertinho. Aqui está, você ficará sobre vida eterna até o momento em que Deus queira que não haja mais vida no mundo. Isso significa que...
- Ta, ta, ta! Eu já sei, prossiga.
- Caso não exista mais vida sobre a Terra, você será meu. Ou melhor, sua alma. E todos os seus poderes serão destinados a mim. Muahahahahahahahahahaha! - risada maléfica.
- Poupe-me dos detalhes sórdidos. - falo sarcasticamente. - Agora me diga uma coisa, seu Diabo. De onde você tira todo este poder pra me oferecer se só vai poder tê-lo quando minha alma passar a ser sua?
- Aí é que ta, meu ainda jovem. Todo este poder não existia, até você fazer tornar real assinando este contrato. Eu não tenho o livre arbítrio. Apenas uso das pessoas para conseguir o que quero, através da persuasão.
- Ah, ta. Ta tudo muito bom, tudo muito bem, mas eu ainda não recebi meus poderes.
- Recebeu sim. Agora aprenda a usá-los. Fui! - risada diabólica novamente.